15 mil policiais formam o esquema de segurança da reunião do G-8

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Publicado domingo, 1 de junho de 2003 as 10:55, por: cdb

Os governos suiço e francês montaram um forte esquema de segurança para acompanhar os líderes dos países ricos e os 12 representantes de países convidados para a reunião do G-8, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo e a Rússia.

Os barcos que trouxeram os representantes da America Latina, África e Ásia foram escoltados pelo ar, por dois helicópteros, e por água, por uma bote.

A cidade de Evian está fechada, podendo circular apenas os participantes do evento e os moradores. As informações são de que 15 mil policiais foram envolvidos no esquema de segurança, para proteger as autoridades e reprimir protestos violentos.

Sem poder agir em Evian, isolada pelo Lago Leman e com as suas fronteiras por terra protegidas, os manifestantes escolheram as cidades próximas para protestar contra o G-8: Genebra e Lausanne, na Suiça, e Annemasse, na Franca.

Em Lausanne, os manifestantes começaram a agir cedo. Um grupo de aproximandamente 50 pessoas, em sua maioria jovens, percorreu a avenida de Cour e, onde passaram, destruíram os tapumes de madeira instalados nas lojas e bancos.

Um centro comercial que está passando por reformas teve, além dos tapumes destruídos, os andaimes desmontados e espalhados pela rua.

A situação mais tensa aconteceu quando, nas proximidades do Hotel Beau Rivage, onde estavam hospedados os 12 presidentes dos países emergentes convidados para o diálogo ampliado do G-8, manifestantes atiraram ovos nos comboios de policiais que saíam do hotel.

Logo após a saída dos carros, a barreira de policiais que fechava a rua correu na direção dos manifestantes lançando bombas de gás lacrimogênio e batendo em algumas pessoas, que reagiram com bombas de fabricação caseira.

– Só estamos aqui para dizer ao mundo que os países capitalistas fazem dos pobres os seus escravos. Não aceitamos o novo imperialismo. Eles, que estão bem protegidos, tentam nos reprimir com todas essas armas e violência – comentou à Agência Brasil Eric Marc, um dos manifestantes, apos escrever no asfalto a frase “polícia assassina”.