11 pessoas morrem em atentado na Colômbia

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado segunda-feira, 29 de setembro de 2003 as 04:29, por: cdb

Pelo menos 11 pessoas morreram e 48 ficaram feridas, 13 gravemente, no último domingo, em um novo atentado com uma moto-bomba na cidade colombiana de Florença (sudoeste), atribuído pelas autoridades a guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
 
Entre as vítimas fatais, há dois menores e dois policiais, os agentes Robinson Ospina Zapata e Anderson García López, mortos quando foram movimentar a moto e ela explodiu.

Também faleceram Roberto Murcia Trujillo, Jaiber Calderón Cardozo, Lyda Astrid Clavijo, Neider Aguirre, Lourdes Claros, Héctor Osorio Serna, Alexander Cuéllar Vargas, Juan Carlos Soto Claros e Juan Carlos.

A moto, carregada com cinco quilos de um explosivo conhecido como ‘R-1’, foi detonada às 03.00 da madrugada (05.00 de Brasília) no centro de Florença, capital do departamento de Caquetá, 350 quilômetros a sudoeste de Bogotá, disse o general Rafael Parra, comandante da Polícia regional.

A explosão aconteceu numa avenida do centro de Florença, na chamada “zona rosa” de bares e restaurantes, que à essa hora estava cheia de clientes dessa cidade de mais de 120.000 habitantes.

Segundo testemunhas, a moto-bomba abandonada na rua foi ativada a distância quando dois policiais foram retirá-la.

A onda expansiva provocou a morte de 11 pessoas, incluindo um menino de 9 anos que guardava carros.

Os feridos foram levados para o hospital María Inmaculada. De acordo com os médicos, uma menina perdeu uma das pernas e 13 pessoas se encontram em estado grave, razão pela qual foram pedidas doações de sangue.

A ministra da Defesa, Marta Lucía Ramírez, foi para Florença, acompanhada pelo comandante das Forças Militares, general Jorge Enrique Mora, e pelo diretor da Polícia, general Teodoro Campo, para analisar a situação.

O general Luis Ardila, comandante da 12a Brigada do Exército, com sede na região, atribuiu o atentado a rebeldes das Farc.

O prefeito de Florença, Alvaro Pacheco Alvarez, ofereceu, por sua vez, uma recompensa de cerca de 27.000 dólares a quem tiver informações que levem à prisão dos autores do atentado.

– Estou muito triste e deprimido, porque estes atos são reprováveis e muito lamentáveis para a sociedade civil –  declarou o prefeito enquanto percorria o lugar do ataque, que causou danos a casas e estabelecimentos comerciais.

O presidente colombiano, Alvaro Uribe, condenou hoje o atentado e fez um apelo à população para que não desista da luta contra o terrorismo.
 
– O único caminho que nos resta é derrotar o terrorismo. Aqui, é preciso persistir – defendeu Uribe.

Uribe, que viajou para Santa Marta (norte) para instalar a reunião de Colombianos pelo Referendo, ressaltou que ‘a Colômbia chora, mas não se rende’, e pediu um minuto de silêncio pelas vítimas desse ato bárbaro.

Ao final do Conselho Extraordinário de Segurança realizado em Florença, a polícia determinou que a circulação de motos com acompanhante fosse restringida. Em Florença, a moto é um meio de transporte bastante utilizado pelos moradores.

A ministra Marta Lucía Ramírez, que presidiu o Conselho de Segurança, pediu aos habitantes ‘apoio, colaboração e solidariedade para com nossos soldados e policiais, porque somente na medida em que tivermos a população unida vamos conseguir impedir que se desenvolva este tipo de ação terrorista’.

– Terrorismo, narcotráfico e seqüestro constituem os objetivos estratégicos dos (grupos) violentos na Colômbia. Aqui, enquanto uma grande maioria trabalha, uma minoria se dedica a destruir – criticou a ministra.