“Serra entrou e o PSDB rachou”, afirma o vice-presidente do partido

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 as 20:53, por: cdb

“Serra entrou e o PSDB rachou”, afirma o vice-presidente do partido

Em reunião temperada por clima tenso e bate-bocas, direção municipal do PSDB decide acatar inscrição do ex-governador depois do prazo e adia prévias por três semanas

Por: Raoni Scandiuzzi, Rede Brasil Atual

Publicado em 28/02/2012, 23:25

Última atualização às 23:25

Tweet

São Paulo – A Executiva Municipal do PSDB decidiram por 10 votos a 8 adiar as prévias para escolher o candidato do partido nas eleições municipais de São Paulo, a disputa interna será no dia 25 de março, três semanas depois da data marcada originalmente – 4 de março. 

O clima pesou e tucanos saíram insatisfeitos: “A reunião foi tensa, com manobras externa, de fora da Executiva, manobras do Serra e da turma que o acompanha”, disse João Câmara, vice-presidente do PSDB na capital.

O presidente do partido, Julio Semeghini, não concordo com outra frase de Câmara afirmando que o Serra entrou e o PSDB rachou. “Eu acho que não é isso, na decisão da outra data também houve um esforço muito grande para se alcançar outra data”, disse Semeghini.

Membro da executiva municipal do PSDB, o pré-candidato Ricardo Trípoli foi voto vencido e saiu no meio da reunião, que durou três horas, sem falar com a imprensa. Antes, havia considerado “democrática” a reunião. “Estava caminhando para se fazer as prévias no dia 11, alguns celulares tocaram e o pessoal resolveu mudar para o dia 25”, disse Trípoli, sem revelar quem havia telefonado para influenciar no resultado do debate acalorado.

Outro dirigente tucano expôs insatisfação. “Não é verdade que o nome do Serra una o partido, o que une o partido é o processo das prévias. O Serra sabia que era candidato a três ou quatro meses, não é verdade que ele decidiu agora”, esbravejou. Houve muito bate-boca entre os contidos e os alterados no pós-reunião.

João Câmara afirmou ainda que o debate na reunião não foi nada democrático. “Perdemos por um voto, imagina como estava o estafe para fazer uma pressão nesse processo
vergonhoso, mudar uma data. Eu não comungo com isso porque eu não sou pau mandado de ninguém”, disparou.

Com o prolongamento da disputa interna, Serra terá mais tempo para convencer os correligionários de que é a melhor opção no partido – e evitar o que seria um desastre ainda maior para seu grupo uma eventual derrota nas eleições internas do PSDB. Não foram marcados novos debates entre os pré-candidatos.