“Pó preto” produzido pela Vale pode ter levado mulher à morte

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quinta-feira, 1 de setembro de 2011 as 12:28, por: cdb

(1’19” / 308 Kb) – A poluição produzida pelo complexo de Tubarão da mineradora Vale, na Grande Vitória (ES), pode ter contribuído na morte por câncer de uma mulher, além de provocar doenças respiratórias na população do entorno. A denúncia foi feita pelo deputado Gilsinho Lopes (PR) em discurso na Assembleia Legislativa do estado. Ele relatou que o advogado e ex-parlamentar da Casa, Nelson Aguiar, entrou com uma Ação Civil Pública contra a Vale em decorrência do falecimento de sua esposa.

O advogado teria relatórios médicos que afirmam que o tratamento ineficaz do câncer e a própria doença foram motivados pela exposição da paciente à poluição causada pela atividade mineradora. Uma audiência pública sobre o caso foi solicitada pelos parlamentares.

As irregularidades ambientais cometidas pela empresa já haviam sido alvo de ação do Ministério Público Estadual. No ano de 2008, foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta, no qual a Vale era obrigada a adotar medidas de controle de emissão de partículas sólidas, o chamado “pó preto”, na região.

A Vale pretende construir sua 8ª usina no complexo de Tubarão, passando a produzir mais 7,5 milhões de toneladas de aço por ano, além das 25 milhões já produzidas atualmente.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.

01/09/11